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Administração Financeira - Aula 2

Aula 02 - Ambiente Econômico e financeiro das empresas

Ambiente Econômico e financeiro das empresas

Introdução

Nesta aula, serão apresentados e discutidos aspectos dos ambientes econômico e fi nanceiro das empresas. O administrador fi nanceiro necessita conhecer a estrutura de mercado em que sua empresa está inserida para atuar melhor em negociações empresariais. Nesse sentido, serão analisadas as políticas econômicas do governo em sua função de controlar e regular a atividade econômica. Ficará evidenciado que mesmo países com governos liberais interferem na atividade econômica para fomentar o crescimento e a estabilidade econômica e garantir a equitatividade.

A atuação das empresas no ambiente econômico, o seu planejamento estratégico e suas possibilidades de sucesso dependem muito da forma como estão inseridas no ambiente econômico. Empresas com muitos concorrentes têm menores possibilidades de aumentar os preços praticados. Empresas com muitos fornecedores têm maior poder de barganha na aquisição de matérias-primas e insumos. Os perfi s dos fornecedores, dos clientes e dos produtos da empresa caracterizam o próprio mercado. A forma de organização dos mercados recebe o nome de Estrutura de Mercado. O Quadro abaixo apresenta as possíveis estruturas de mercado, em que se destacam, na sequência, as mais importantes para a realidade empresarial brasileira.

nº de vendedores / nº de compradores Um Pequeno Grande, mas só um tipo de produto Grande com diversos tipos
Um Monopólio Bilateral Quase Monopólio Monopólio -
Pequeno Quase monopsônio Oligopólio Bilateral Oligopólio Puro Oligopólio Diferenciado
Grande Monopsônio Oligopsônio Concorrência perfeita Concorrência Monopolística
Um 20.000 15.000 1.750 16.750
Monopólio bilateral - 20.000 1.000 21.000

Concorrência: o mercado é dito concorrencial quando existem muitos vendedores do mesmo produto. Se o produto é exatamente o mesmo, então há concorrência perfeita. Se não forem considerados o padrão de atendimento e a localização dos postos de serviços, a venda de combustíveis e gás de cozinha é um exemplo. A concorrência monopolística está mais perto da realidade empresarial brasileira, o que pode ser observado na indústria de confecções. Existe grande número de fabricantes, muitos compradores e os produtos são bastante similares. A melhoria nos padrões de atendimento e as grifes são parte das ações de marketing para diferenciar o produto.

Oligopólio: caracteriza-se pelo grande número de compradores de produto ou serviço produzido por pequeno número de empresas. Exemplo recente de oligopólio puro no Brasil é o caso das operadoras de telefonia fi xa: os usuários de ligações telefônicas dispõem de duas ou três opções (dependendo da região do país) de operadoras de telefonia para efetuarem ligações de longa distância. Esse é um bom exemplo de mudanças na estrutura de mercado que imprime mais competitividade à prestação de serviço.

Monopólio: existe apenas um fabricante do produto ou prestador do serviço. As empresas nessa situação têm grande poder sobre o mercado para impor preço e condições de venda. Suas limitações estão no tamanho do mercado e nos custos de produção, além das regulamentações governamentais. Existem formas especiais de monopólio, como os garantidos por lei, caso da distribuição primária de derivados de petróleo no Brasil, realizada exclusivamente pela Petrobras, e os monopólios naturais. A economia brasileira tem sido contemplada nos anos recentes com sucessivas desregulamentações dos monopólios. Isso constitui desafi o para os administradores fi nanceiros das empresas que detinham monopólio de alguns produtos ou serviços, porque os preços praticados fi cam sujeitos às forças de mercado.

O administrador financeiro necessita conhecer a estrutura de mercado em que sua empresa está inserida para atuar melhor em negociações comerciais, no estabelecimento de preços de venda e de cotações de compra.

Políticas ecônomicas

As políticas econômicas referem-se às ações do governo no sentido de controlar e regular a atividade econômica. Mesmo os países com governos liberais interferem na economia para fomentar o crescimento e a estabilidade econômicos e garantir a equitatividade. São estabelecidos princípios político-administrativos, com base na ideologia dominante, e então especifi cadas as metas a serem atingidas.

São chamados de instrumentos de política econômica o conjunto de ações e medidas à disposição do governo, para a regulação da atividade econômica. Esses instrumentos estão divididos em quatro tipos: Política Monetária, Política Fiscal, Política Cambial e Política de Rendas.

Política Monetária

são as ações do governo, decididas pelo Conselho Monetário Nacional e operacionalizadas pelo Banco Central, para controlar o volume de moeda em circulação e o montante de crédito disponível. Os instrumentos clássicos de política monetária são:

a) Operações de mercado aberto (open market): emissão e recompra de títulos públicos. Normalmente, títulos do Tesouro Nacional, títulos da carteira do Banco Central e títulos de emissão própria, os Bônus e as Notas do Banco Central, estas últimas emitidas em série. Cada série tem características próprias de montante, prazos, vencimento e taxa de juros. Por exemplo, NBC-Es são títulos cambiais, com vencimento em dois anos, cuja remuneração depende da expectativa de variação do dólar, acrescida de prêmio pelo risco Brasil.

Quando o Banco Central vende esses papéis no mercado, está recolhendo moeda, diminuindo a liquidez do sistema. Como normalmente esses papéis são vendidos para o governo fazer caixa e saldar dívidas, os recursos voltam ao sistema fi nanceiro, devolvendo liquidez ao sistema. Se os recursos são tomados emprestados por dois anos e o governo está saldando dívidas de prazos menores, diz-se que o governo está alongando o perfil da dívida.

As taxas de juros menores refl etem maior credibilidade dos investidores na manutenção do equilíbrio e no crescimento econômico do país. O contrário, tomar recursos de curto prazo para saldar dívidas de longo prazo, signifi ca que o governo está encurtando o perfi l da dívida. Isso ocorre quando se reduz a credibilidade nas ações do governo e na sua capacidade de honrar suas dívidas. Nessa situação, o governo precisa oferecer taxas de juros maiores para atrair investidores preocupados com o aumento do risco.

b) Depósito compulsório: é o percentual dos depósitos a vista e a prazo, efetuados por correntistas nos bancos comerciais, que deve ser recolhido ao Banco Central. Esse montante fi ca esterilizado junto ao Banco Central, não sendo possível às instituições fi nanceiras utilizá-los para novos empréstimos. Quanto maior a taxa de recolhimento compulsório, menor o volume de recursos disponível para as instituições fi nanceiras emprestarem e, por consequência, menor a liquidez do sistema.

c) Taxa de redesconto: é a taxa cobrada dos bancos comerciais para o Banco Central descontar seus títulos. Quando ao fi nal do dia determinada instituição fi nanceira está com difi culdades para “fechar” seu caixa, precisa solicitar empréstimos a outras instituições fi nanceiras, os chamados empréstimos interbancários. Quando ainda assim faltam recursos, a instituição precisa “vender” ao Banco Central parte dos seus títulos em carteira. A taxa que o Bacen cobra é a taxa de redesconto. Quanto maior essa taxa, mais cara é para a instituição refi nanciar sua dívida e, portanto, ela se tornará mais seletiva na concessão de novos créditos a clientes, diminuindo a liquidez do sistema.

Alguns aspectos importantes da política monetária para os administradores financeiros:

  • Quanto maior a dificuldade de o governo captar recursos, maiores as taxas de juros exigidas pelos investidores para emprestar dinheiro. Como o governo paga taxas mais elevadas, o custo do dinheiro sobe para todos os agentes da economia.
  • Quanto menor a liquidez do sistema, mais difícil e mais caro contrair empréstimos. Diminuem os recursos disponíveis para os bancos emprestarem e aumentam as taxas de juros cobradas.
  • Quanto mais elevadas forem as taxas de juros, mais interessante aplicar recursos no mercado fi nanceiro e mais caro tomar recursos emprestados.

Política Fiscal

Compreende as decisões dos governos federal, estadual e municipal referentes à tributação. Os impostos, as taxas e contribuições de melhoria objetivam a manutenção das atividades de Estado e a prestação de serviços à comunidade. Podem atuar como reguladores e incentivadores da atividade econômica e, ainda, facilitar políticas de distribuição de rendas. Importam ao administrador fi nanceiro na medida em que os tributos incidem nas operações de abertura da empresa, nas operações de compra e venda de produtos e serviços, na propriedade de ativos, na contratação e no desligamento de funcionários e no encerramento das atividades da empresa. No Brasil, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) tem sido utilizado pelos governos dos Estados Federados para atrair empresas. Isso tem gerado uma “Guerra Fiscal”, porque os governantes postergam a cobrança do imposto ou a suspendem temporariamente, como forma de reduzir os custos de produção para as empresas que optarem por se estabelecer nos Estados beneficiados.

Política Cambial

Refere-se às ações do governo para controle da taxa de câmbio e das condições de ingresso e saída de capitais externos no país.

A importância do controle das taxas de câmbio está na manutenção de:

  • Paridade de compra da moeda nacional em relação à moeda estrangeira.
  • Competitividade em preço do produto nacional a ser exportado.
  • Controle de custos dos produtos importados.
  • Equilíbrio da balança comercial (exportações menos importações).
  • Equilíbrio do balanço de pagamentos (todos os recebimentos do exterior menos todos os pagamentos ao exterior).
  • Controle das taxas de juros pagas aos investidores estrangeiros e aos credores internacionais.

É importante que o administrador financeiro acompanhe o comportamento da política cambial para, no curto prazo:

  • avaliar o preço de suas exportações na moeda nacional;
  • acompanhar o custo efetivo das suas importações;
  • controlar suas dívidas em moeda estrangeira.

Quando a moeda nacional está desvalorizada em relação à moeda estrangeira, no Brasil, as exportações recebem maior quantia de reais pelo mesmo preço de venda em dólares. Quando o real está valorizado, as exportações são menos interessantes. Raciocínio inverso pode ser aplicado às importações e às dívidas contraídas no exterior.

As políticas monetárias de outros países e blocos econômicos também têm importância para o administrador fi nanceiro. Quando uma moeda está valorizada em relação ao dólar, as compras internacionais nessa moeda fi cam mais baratas em dólares. Desse modo, será mais vantajoso o exportador brasileiro vender para o país que utiliza essa moeda.

Quando é necessário um euro para comprar um dólar, as negociações são equilibradas. Quando o euro está desvalorizado, são necessários mais euros para comprar a mesma quantia de dólares, o que torna o produto importado por países europeus mais caro na moeda do bloco econômico. Ao contrário, quando a moeda está valorizada, são necessários menos euros para comprar a mesma quantia de dólares, tornando as importações mais baratas e facilitando as negociações de venda para esses países.

O administrador fi nanceiro deve acompanhar o comportamento da política cambial para, no longo prazo:

  • avaliar a oportunidade de captar recursos no exterior, tomar empréstimos internacionais ou fazer emissão de papéis em bolsas estrangeiras;
  • escolher indexadores para os empréstimos concedidos ou obtidos;
  • fazer hedge de suas operações internacionais;
  • identificar os melhores momentos para remeter recursos ao exterior.

No Brasil, a taxa de câmbio fl utua de acordo com as ações do Banco Central e o comportamento do mercado financeiro internacional, pois atualmente o país trabalha com câmbio livre.

Política de Renda

São medidas tomadas pelo governo no sentido de prover renda mínima aos trabalhadores e aposentados (salário mínimo), incentivar a produção e o consumo de determinados produtos (subsídios) e fortalecer determinado setor ou região (incentivos fiscais). Inclui ainda investimentos diretos do governo em atividades específi cas. No governo Luis Inácio da Silva, o Programa Bolsa Família é exemplo da Política de Rendas. A obrigatoriedade da destinação de 2% dos recursos captados pelos bancos por meio de depósitos a vista para operações de microcrédito, estabelecida na Resolução Bacen nº 3.109/2003, também é uma forma de destinar recursos às camadas mais carentes da população, nesse caso, os microempreendedores.

No Brasil, é importante que o administrador financeiro esteja atento a essas políticas de modo a aproveitar, por exemplo, incentivos fiscais oferecidos por determinadas cidades para a instalação de novas plantas industriais. A economia decorrente da postergação ou isenção de impostos deve ser incluída no fluxo de caixa do projeto relativo ao investimento em novas plantas industriais. Também é importante perceber as oportunidades referentes às exportações, pois, no Brasil, é relativamente mais fácil e mais barato financiar, no curto prazo, operações de exportação do que operações do mercado interno.

Por outro lado, o administrador financeiro de empresas dependentes de produtos importados e/ou endividadas em dólar deve estar atento ao impacto nos custos de produção e às desvalorizações cambiais. Conforme a magnitude dos pagamentos a serem feitos ao exterior, é interessante se proteger da variação no preço da moeda estrangeira por meio de hedge.

Hedge cambial: é o ato de proteger as operações financeiras das variações cambiais.

Você compra hoje no mercado financeiro um título que lhe possibilita comprar, em data futura, determinada quantia de dólares a um preço preestabelecido. Quando chega a data do vencimento do título, a qual é coincidente com a sua dívida na moeda estrangeira, você consulta o preço do dólar no mercado. Se estiver acima do contratado no hedge, usa o seu direito de comprar a moeda estrangeira no preço previamente contratado. Caso o dólar esteja no mercado com um preço abaixo do que está contratado no título, você não exerce o seu contrato, compra a moeda no mercado e perde apenas a quantia paga pela contratação do hedge.

As empresas no ambiente financeiro

Bancos, companhias de crédito, taxas de juros, taxas de câmbio, títulos de dívida constituem o ambiente fi nanceiro das empresas. Há outros fatores que, apesar de não estarem diretamente relacionados à atividade-fi m das empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços, têm grande influência nas finanças empresariais.

O ambiente financeiro tem uma organização formal na grande maioria dos países, denominada sistema fi nanceiro. Com algumas variações, constitui-se de órgãos reguladores e órgãos executores. Estes podem ser públicos ou privados, e aqueles são públicos, com maior ou menor autonomia, de acordo com a legislação e a orientação política dos países. O Brasil encontra-se em situação intermediária.

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) está proposto no art. 192 da atual Constituição Brasileira, promulgada em 1988. Reza esse artigo que o SFN será estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade, e que será regulado em lei complementar. Essa lei ainda não foi aprovada, portanto, muito da regulamentação do SFN ainda está lastreada na Lei n o 4.595/1964.

Importa saber como está hoje estruturado o SFN:

A. Subsistema de Regulação e Fiscalização:

  • CMN: Conselho Monetário Nacional
  • BACEN: Banco Central do Brasil
  • CVM: Comissão de Valores Mobiliários
  • SUSEP: Superintendência de Seguros Privados
  • SPC: Secretaria de Previdência Complementar

B. Subsistema de Intermediação:

a) Instituições financeiras captadoras de depósitos a vista

  • Bancos múltiplos com carteira comercial
  • Bancos comerciais
  • Caixas econômicas
  • Cooperativas de crédito

b) Demais Instituições Financeiras

  • Bancos múltiplos sem carteira comercial
  • Bancos de investimento
  • Bancos de desenvolvimento
  • Sociedades de crédito, fi nanciamento e investimento
  • Sociedades de crédito imobiliário
  • Companhias hipotecárias
  • Associações de poupança e empréstimo
  • Agências de fomento
  • Sociedades de crédito ao microempreendedor
  • Correspondentes bancários

c) Outros intermediários ou auxiliares financeiros:

  • Bolsas de mercadorias e futuros
  • Bolsas de valores
  • Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários
  • Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários
  • Sociedades de arrendamento mercantil
  • Sociedades corretoras de câmbio
  • Representações de instituições fi nanceiras estrangeiras
  • Agentes autônomos de investimento

d) Entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros:

  • Entidades fechadas de previdência privada
  • Entidades abertas de previdência privada
  • Sociedades seguradoras
  • Sociedades de capitalização
  • Sociedades administradoras de seguro-saúde

e) Entidades administradoras de recursos de terceiros:

  • Fundos mútuos
  • Clubes de investimentos
  • Carteiras de investidores estrangeiros
  • Administradoras de consórcio

f) Sistemas de liquidação e custódia:

  • Sistema especial de liquidação e de custódia – SELIC (títulos públicos)
  • Central de custódia e de liquidação fi nanceira de títulos – CETIP (títulos privados)
  • Caixas de liquidação e custódia

Taxa de juros no Brasil

Taxa de juros é o percentual de um montante emprestado que é pago a título de remuneração pela operação. Vários aspectos da operação devem ser remunerados, formando a equação a seguir:

\begin{equation} k = k* + i + i_d + l + v \end{equation}
Símbolo Significado Explicação
k Taxa de juros nominal É a taxa que a instituição fi nanceira afirma cobrar do tomador do empréstimo.
k* Taxa de juros real, livre de risco É o custo do dinheiro, caso não houvesse nenhum tipo de risco. É o preço recebido pelo investidor pelo fato de abrir mão de consumo presente.
i Prêmio de inflação A expectativa de inflação é embutida na taxa de juros, como forma de preservar o poder de compra do montante emprestado.
id Prêmio de risco inadimplência Remunera a possibilidade de o montante de juros ou do principal não vir a ser pago no todo ou em parte. O prêmio aumenta quando aumenta o risco do tomador do empréstimo.
l Prêmio de liquidez Relaciona-se a negociabilidade, em mercado secundário, do título originado no empréstimo.
v Prêmio de risco de vencimento Reflete o risco de as taxas de juros virem a mudar ao longo do período do empréstimo.

O quadro anterior permite entender por que as taxas de juros variam de uma operação para outra. No mundo, as principais taxas balizadoras são a prime rate (mercado americano) e a Libor (mercado londrino). Os empréstimos internacionais sempre são negociados com “prime + x” ou “libor + y”. O x e o y dependem dos outros fatores de risco mencionados no quadro.

As empresas e o governo brasileiros, quando contratam empréstimos no exterior ou vendem títulos nos mercados externos, são obrigados a pagar taxas elevadas em função da classifi cação de risco do país. Para o mercado interno brasileiro, o Copom estabelece a taxa de juros básica da economia, a Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Esse era o Sistema de controle de títulos privados do BACEN. As demais taxas praticadas pelas instituições fi nanceiras tomam a Selic por base e a ela agregam os fatores de risco mencionados no quadro.

A taxa Selic, arbitrada pela autoridade monetária, serve como parâmetro para as negociações interbancárias, ou seja, para os empréstimos de um dia entre os bancos. Apesar do nome, a taxa não é resultado das operações realizadas por meio do Selic.

O tomador de empréstimo, no Brasil, deve lembrar que, sobre as operações de crédito, incidem as taxas de abertura de crédito ou de manutenção de cadastro, cobradas pelas instituições fi nanceiras, o imposto sobre operações de crédito e durante muitos anos incidiu a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras.

A partir de outubro de 2004, os investidores, pessoas físicas e jurídicas, passaram a dispor da conta investimento. As movimentações fi nanceiras realizadas por meio dessa conta não sofrem incidência de CPMF. Os recursos são tributados uma única vez, quando saem da conta corrente e vão para a conta investimento. As operações posteriores de débito e crédito, referentes à movimentação de recursos entre diversos tipos de aplicações fi nanceiras, não fi cam sujeitas à incidência da CPMF.

Essa medida visa a dar maior mobilidade ao investidor, de forma que as alterações nos portfólios de investimentos financeiros não sejam oneradas pela incidência do tributo.

Exercícios

1) Por que é importante para o administrador fi nanceiro conhecer a estrutura de mercado em que atua?

2) Quais são os instrumentos de política econômica? Para que servem? Cite alguns aspectos importantes da política monetária para os administradores fi nanceiros.

3) Como o mercado entende uma redução na taxa de juros básica da economia?

4) Qual a importância do controle das taxas de câmbio para a economia?

5) Qual a diferença entre o mercado monetário e o mercado de capitais?

6) Como está estruturado o Sistema Financeiro Nacional no Brasil?

7) O que se entende por taxa de juros? O que deve ser remunerado por uma taxa de juros?

8) Qual é a taxa de juros básica da economia, no Brasil? Como ela é arbitrada?

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